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Braque de Weimar
"Fotos: Weimarangrs da Mãe D’Agua"

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Número 03 - Ano 02 - Março 2008
Braque de Weimar
Acredita em fantasmas?

    Fantasma Cinzento ou Fantasma de Prata é uma designação que faz todo o sentido quando se imagina um Braque de Weimar a surgir nas brumas da madrugada, numa qualquer floresta ou mata, no exercício da sua actividade de eleição: a caça. Mas este cão, de porte elegante, há muito convertido em animal de estimação, não é uma miragem. Quanto muito, uma bem vinda aparição no seio da sua família.

Príncipe das matilhas reais
    Aceita-se como verdade que esta raça tenha vindo do Norte de África, surgindo na Europa pela mão dos franceses, o que ganha consistência dadas a s suas parecenças com a raça de Cães Cinza de Saint Louis, também ela de caça, introduzida em França pelo rei Luís IX, aquando do seu regresso de uma cruzada levada a cabo ao norte de África. Também nesta, a coloração cinzenta tão específica do Braque de Weimar está presente, tal como a morfologia da cabeça e o posicionamento das orelhas. Eleitos da corte, estes cães eram os privilegiados das matilhas reais e viviam em convívio directo com o Homem, o que também explica a necessidade de companhia humana dos actuais Braques de Weimar.

Do outro mundo
   Deve-se aos soldados norte-americanos a designação de Fantasma Cinzento ou Fantasma de Prata, ainda hoje utilizada, dada a elegância com que os viam passar furtivamente pelos bosques alemães.


Da cor da prata

    Uma nova vaga de cães cinzentos chega à Europa no século XV, desta feita vindos da Ásia, reforçando o apreço por cães esguios, de nobre porte e pêlo prateado. Porém até então, não se podia falar de raça mas antes de um somatório de cães, na sua origem sabujos, com características idênticas e ingresso garantido nas matilhas de várias cortes europeias, especializados em parar a caça. Tudo mudou quando o Grão-Duque Carl August, da corte de Weimar, na Alemanha, um caçador inveterado e um devoto apaixonado por estes animais, se dedicou a fixar-lhes alguns traços morfológicos, nomeadamente a cor da pelagem. Ganharam fama as suas matilhas de cães prateados, persistentes na busca da presa, com os quais caçava nos bosques das suas propriedades, os quais, conquistaram a condição de raça, a qual se designou de Braque de Weimar. Todavia, para chegar ao cão desejado, o Grão-Duque Carl August procurou antigas linhagens francesas de cães ágeis e versáteis, as quais terá cruzado, entre outros, com Saint-Hubert e Pointers espanhóis. Daí que a raça, tal como chegou a nós, apenas estivesse presente em Weimar, sendo também conhecida como Weimariano. O sucesso dos cruzamentos efectuados fez com que, em finais do séc. XIX, esta raça estivesse no topo das elites no que refere a cães de caça, utilizada por caçadores profissionais e guardas florestais. Em 1897 nasce o Clube Alemão do Braque de Weimar.
     A raça sofre um revés após a Segunda Grande Guerra, já que a Alemanha ocupada pelos Estados Unidos da América viu interdita a prática da caça, uma vez que era proibida a posse de armas. Muitos exemplares são, então, exportados, retomando-se o trabalho com a raça em 1951. A ida para os Estados Unidos valorizou este cão em muitas outras vertentes que não apenas a perseguição e captura da presa, nas quais é exímio. O Braque de Weimer ganhou créditos como cão guia, agente de narcotráfico, guarda e campeão de agilidade ou, hoje em dia o mais importante, como companheiro para toda a vida.

Reconheça um Braco de Weimar
    Corpo harmonioso, robusto, vigoroso e musculado.
    O tamanho dos machos situa-se entre os 59 e os 70 centímetros, entendendo-se como ideal, os 66 centímetros. A altura das fêmeas vai dos 57 aos 65 centímetros, sendo de 62 o tamanho ideal.
    O peso, no masculino, está entre os 30 e 40 quilos e, no feminino, entre os 25 e os 35.
    O pêlo é curto e fino, mas denso, com uma camada de subpêlo grosso. Em conjunto, formam um manto protector perante o tempo mais adverso ou húmido. Por isso, sempre teve óptimos desempenhos na caça, mesmo em terrenos pantanosos. O traço mais distintivo é a sua coloração cinzenta a roçar o prateado, um pouco mais clara na cabeça e nas orelhas. Pode ter manchas brancas, mas apenas no peito e nos dedos, bem como uma listra mais escura no dorso, denominada risca de enguia.
    Olhos inteligentes cor de âmbar que vai do claro ao escuro.
    Carácter afectuoso, calmo e obediente permite um treino fácil, mas imprescindível, nomeadamente se pretende um cão de guarda.
    Olfacto apuradíssimo.
    Resistência física excepcional. Requer exercício diário.

Anos de estrelato
   Foi na década de 50 que a raça ganhou fama mundial, ao despertar o interesse das classes altas e de se tornar companhia de personalidades famosas de vário quadrantes, caso do general Eisenhower ou da actriz e, mais tarde princesa do Mónaco, Grace Kelly. Era o cão das elites.





 
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Número 02 - Ano 04 - Fevereiro 2010
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