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Betta Splendens

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Número 10 - Ano 1 - Outubro 2007
Betta Splendens
Um peixe chamado Betta

    Cores garridas e exuberantes barbatanas são os traços exteriores que melhor o distinguem, mas, como diz o ditado, quem vê caras não vê corações. Este exótico peixe perde-se por uma boa briga, razão pela qual, terá recebido o nome de uma tribo guerreira, Ikan Bettah, do Sião, actual Tailândia, em cujas águas foram captados os primeiros exemplares. E não é tudo. Saiba mais já a seguir.

    Dizer, hoje em dia, que o Betta Splenden é originário do Camboja, Vietname, Península Malaia ou qualquer outra zona da Ásia, onde existem no seu estado natural, é limitativo e quase incorrecto. Isto porque os exemplares selvagens estão longe de apresentar a exuberância e iridiscência das cores daqueles que fazem as delícias dos aquariófilos, conseguidas que foram pela mão humana, através de manipulação genética e muitos anos de insistência, na busca dos vários tons do Arco-Íris. Mas o Homem deu um empurrãozinho à Natureza em mais do que uma maneira. Enquanto os norte-americanos, japoneses, alemães e chineses perseguiam a beleza estética, os tailandeses apuraram a sua selecção com base em critérios temperamentais. O que procuraram acentuar foi o temperamento agressivo deste peixe, territorialista na quinta casa, com o propósito, muito questionável, de confrontarem dois machos numa contenda que só termina com a morte ou a desistência de um dos intervenientes.

As fêmeas são menos exuberantes, com barbatanas mais curtas

Assim, hoje encontramos Betta Splendens de uma beleza rara e com um feitio, no mínimo, pouco sociável. Mas também isso faz parte do seu encanto. Mas se julga que já ouviu tudo sobre o Betta, está enganado. A mais espectacular das suas particularidades reside na capacidade de conseguir absorver o ar da atmosfera. Por isso, dizem com frequência, que até num frasco de mostarda consegue viver, desde que a água seja mudada amiúde. E falar em mostarda é quase irónico, pois já sabemos como reage quando ela lhe chega ao nariz, razão pela qual não deve ter dois machos no mesmo espaço. Porém, há quem defenda a colocação de um espelho no aquário, durante algumas horas por dia (não mais do que três), a fim de o manter alerta e preservar o seu espírito aguerrido. A sua ira também se vira contra as fêmeas na hora do acasalamento. Quando elas não cedem ao seu encanto, acabam por render-se às suas investidas: mordidelas e socos no ventre, na tentativa de libertar os ovócitos que depois fecundará. O próprio coito não passa de uma sucessão de apertões que só termina após a expulsão de todos os ovos, altura em que se deve retirar a fêmea do aquário, pois cabe ao macho cuidar dos embriões.

Uma luta entre Bettas só termina com a morte ou desistência de um dos brigões

Quando os ovos eclodem, também o Betta faz a sua selecção, comendo as crias mais fracas e com menos possibilidade de sobreviverem. M anter um Betta saudável e… atrevido, implica cuidados de manutenção regulares da água, devendo esta ser alcalina e quente. Quanto ao resto, alimentação incluída, informe- se junto de uma casa da especialidade, pois o mercado já oferece rações específicas e os complementos necessários.
 
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Número 08 - Ano 04 - Setembro 2010
 


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